05/05/2026
Assédio Moral na SEF: discurso ou realidade?
Nesta semana, a CORSEF - Corregedoria da SEF lançou mais uma campanha de combate ao assédio moral. Já são 7 anos de campanhas. A pergunta que fica é: qual foi o resultado prático até agora?
Em Minas Gerais, a LC 116/2011 define o assédio moral como condutas que degradam o ambiente de trabalho e atingem a dignidade do servidor. No papel, um avanço importante. Na prática, porém, a realidade nas repartições conta outra história.
O que mais se observa hoje na SEF não é apenas o assédio individual — mais visível e fácil de provar —, mas sim o ASSÉDIO MORAL COLETIVO, mais silencioso, difuso e difícil de enfrentar, justamente por atingir grupos inteiros de servidores.
Relatos recorrentes indicam um ambiente de trabalho cada vez mais hostil, marcado por:
- restrições indevidas ao exercício das atribuições legais;
- segregação entre cargos dentro das repartições;
- tratamento desigual em regras como teletrabalho;
- retirada de atribuições por normas infralegais;
- pressões hierárquicas e ameaças veladas;
- exclusão de cargos estratégicos;
- desrespeito sistemático às leis de carreira e remuneração.
Esse tipo de prática não deixa, muitas vezes, “provas fáceis”, mas gera um efeito devastador: desmobiliza, silencia, adoece coletivamente os servidores, o clima organizacional, o ambiente de trabalho, o espirito de equipe, a produtividade, a prestação de serviços das atividades essenciais da Administração Tributária, atigindo e prejudicando, desse modo, à própria SEF-MG, ao interesse publico, à sociedade e ao povo mineiro.
Diante disso, o Sinfazfisco-MG entende que não basta campanha institucional: é preciso enfrentar a realidade.
A partir da próxima semana, o sindicato iniciará uma série de publicações, abordando, de forma objetiva, as diversas práticas que caracterizam o assédio moral coletivo na SEF.
Convidamos todos os colegas que vivenciam ou já vivenciaram essas situações a enviarem seus relatos.
Os depoimentos serão fundamentais para:
- construir um diagnóstico real da situação;
- produzir provas;
- levantar dados estatísticos;
- subsidiar medidas concretas, inclusive junto ao Ministério Público do Trabalho.
A identidade dos servidores será rigorosamente preservada.
Mais do que discutir o problema, é hora de documentar, expor e enfrentar o assédio moral coletivo na SEF.
Na próxima semana, começamos.