20/02/2026
Reajuste Salarial dos Servidores do Executivo de MG e DCP – 2014 a 2025
Em Minas Gerais, a Receita Corrente Líquida – RCL apresentou um crescimento, entre 2014 a 2025, de 134,50% ou R$64,08 bi, enquanto o índice das Despesas com Pessoal – DCP do executivo oscilou de 43,49% para 48,22% da RCL, entre 2014 a 2025. Veja o Quadro I abaixo:
Por outro lado, a inflação acumulada entre 2014 a 2025 atingiu 94,04%, cujos IPCAs ficaram, respectivamente, em 6,41%, 10,67%, 6,29% 2,95%, 3,75%, 4,31%, 4,52%, 10,06%, 5,79%, 4,62%, 4,83% e 4,26%. A maioria das carreiras tivera somente 20,46% de correção, ou seja, 70% a menos, entre os períodos de 2014 a 2025, sendo que os Militares e Educação Básica tiveram 92,72% e 122,40%, respectivamente. Destaca-se ainda que as forças de segurança (PM, PC e Corpo de Bombeiros) fecharam, em 2011, acordo histórico para ajustes da remuneração. No entanto, a inflação acumulada desde 2014 corroeu por completo essa correção. Em 2015 foi fechado um acordo para se pagar o piso nacional dos professores da educação básica. Veja o Quadro II abaixo:
Na outra ponta, nesses mesmos períodos (2014 a 2025), a receita total cresceu 80,87%, a receita primária aumentou 99,64% e a RCL subiu 134,50%, conforme Quadro III, a seguir:
Ressalta-se que após a Adesão ao PROPAG MG poderá aumentar suas despesas pelo índice do IPCA (4,26% - 2025), acrescido de 70% da variação positiva das receitas primárias (+6,23% - última coluna do meio do Quadro III anterior), tendo em vista o Resultado Primário positivo em 2025. Assim, o estado poderá corrigir os vencimentos dos servidores em 4,26% (IPCA 2025), acrescido de 70% de 6,23% (4,36%), cuja soma perfaz o índice de 8,80%% (art.7º, inciso III da LCP 212/2025 – Propag).
Enfim, mesmo que o estado conceda, neste ano, a recomposição de 8,80%, ainda assim ficará muito distante dos 70% de defasagem da grande maioria das carreiras dos servidores de Minas Gerais (vide Quadro II), posto que desde 2014 esses servidores só tiveram 20,46% de correção, contra uma inflação de 94,04% entre 2014 a 2025 (vide primeira linha do Quadro II acima).
Acresce-se ainda que o Tesouro de Minas tem, atualmente, um saldo estimado de caixa e equivalente acima de R$41,00 bilhões, tendo, portanto, plenas condições de conceder, neste ano, uma recomposição que compense ou minimize as perdas da inflação não pagas nos anos de 2015 a 2021, 2023 e 2025 (veja Quadro II acima).
Sinfazfisco-MG, 20 de fevereiro de 2026.