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Reajuste salarial



Reajuste salarial de servidores mineiros entra na pauta da Assembléia

07:17

Deputados votam esta semana aumento nos salários dos servidores da Secretaria da Fazenda e dos procuradores do estado

(Leonardo Augusto/Estado de Minas)


A Assembléia Legislativa deverá votar esta semana três projetos com repercussão no caixa do governo. Um dos textos, que aguarda apreciação em primeiro turno, aumenta os salários de fiscais, gestores, técnicos e analistas da Secretaria da Fazenda em 15%, na média. Isso representa um impacto de R$ 139 milhões nas contas do estado. Outra proposta, que será apreciada em segundo turno, aumenta os vencimentos dos procuradores em 19,3%. Os deputados deverão aprovar ainda a criação do Ministério Público do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A idéia é criar oito cargos: quatro para procuradores e quatro para auditores, todos com salários de R$ 10.148. A expectativa, no entanto, é de que os vencimentos dos procuradores do MP do TCE sejam equiparados aos dos procuradores do MP estadual. O texto espera votação em primeiro turno.

Tanto os servidores da Secretaria da Fazenda como os procuradores do estado vinham tentando negociar aumento ainda maior com o governo do estado. No caso dos procuradores, os salários serão aumentados de R$ 3,1 mil para R$ 3,7 mil. A categoria vinha pressionando por R$ 7,4 mil. Os R$ 3,7 mil a mais sairiam do pagamento de verbas indenizatórias. A assessoria da liderança do governo na Assembléia negou qualquer possibilidade de alteração no texto para elevar o salário dos procuradores. A Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), em diversas reuniões com a categoria, também negou aumento maior. Além dos salários, os procuradores têm direito a honorários por participação em ações judiciais do governo. No ano passado, em um único mês, eles receberam R$ 16 mil de honorários.

O Sindicato dos Fiscais e Agentes Fiscais do Estado de Minas Gerais (Sindifisco-MG) também tenta negociar maior aumento salarial. Segundo o presidente do sindicato, Lindolfo Fernandes, a categoria era contrária aos 15% em média de reajuste, mas aceitaram o percentual por se tratar de ano eleitoral. Se não for aprovada até 30 de junho, o aumento, em função do calendário eleitoral, só poderia ser votado pela Assembléia no ano que vem, já que implica aumento de despesas do governo. Pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário só podem autorizar alta nos gastos no máximo até seis meses antes do fim do mandato.

Na semana passada, a Assembléia já havia votado, em segundo turno, projeto que aumenta em 26,28% os salários dos 1.650 servidores do TCE, o que representará impacto de R$ 25 milhões no caixa do estado, segundo contas do próprio tribunal. Outro projeto, também já aprovado pelos deputados estaduais, impactará o caixa do governo em R$ 74 milhões. O texto fixa em R$ 22.111,25 o teto dos desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG).

fonte: www.uai.com.br, dia 30/05/2006

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