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Onde nossa acéfala SEF irá parar?

Há alguma coisa estranha no ar!

Qual o sentido de divulgarmos e comemorarmos um empate contra a seleção de futebol das Bahamas e ocultarmos uma vitória avassaladora da seleção alemã? É no mínimo curioso, mas tem acontecido com a Subsecretaria da Receita Estadual – SRE/MG.

A SRE adora divulgar fatos, ações ou operações, nas quais participa, ainda que oriundas da PMMG, PCMG ou MPMG, por exemplo. Não é raro o Subsecretário ou o Superintendente de Fiscalização irem até a mídia e dar entrevistas sobre os fatos, eis alguns exemplos:

Rede de lojas de roupas é alvo de operação da Polícia Civil, Receita e Ministério Público em BH

Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais realiza operação Impacto Fiscal

Operação em Nanuque combate esquema de sonegação em empresas

E mesmo no portal da Secretaria de Estado de Fazenda:

Receita Estadual dá início a operação de combate ao transporte irregular de combustíveis

Secretaria de Fazenda informa sobre cobrança de IPVA e TRLAV em Dívida Ativa

Mas um fato chamou atenção. No dia 30 de junho de 2016, durante uma entrevista coletiva sobre a Operação Aequalis, a promotora pública Maria Constância Martins da Costa relatou a importância vital da SEF-MG na operação, com fornecimentos de dados e documentos que muito ajudaram na prisão de diversas pessoas, entre elas um ex-secretário de estado do governo Antônio Anastasia, um dos homens mais fortes dos três últimos governos de Minas Gerais. Na coletiva não há absolutamente ninguém da SRE, confira o vídeo:

Ex secretário da gestão Anastasia e mais 14 se tornam réus na Aequalis

Uma ausência no mínimo intrigante!

O que pode ter levado nossa SRE a esse silêncio ensurdecedor num dos maiores casos de corrupção em Minas Gerais? Por que não colher os louros da vitória?

Haveria algo da antiga Administração da Fazenda que incomoda a atual gestão? Ou seria por que a SRE pouco mudou, embora tenha mudado o governo? Ou ainda, seria precaução para se poupar de uma possível mudança de governo? Quem vai saber!

Temos sérias razões para nos preocuparmos com essa seletividade da SRE. Primeiro, porque parece ser tabu na SEF falar em investigar problemas do governo anterior.  Segundo, e o mais preocupante, é a demonstração de fraqueza do atual Secretário, no limiar da gestação do Decreto da reforma da Secretaria de Fazenda. Ao perder a chance de trocar toda cúpula da SEF de uma vez só, tornou-se refém da mesma. O que esperar de um cenário destes?

O SRE atual não esconde mais a sua proximidade com a atual diretoria do outro sindicato, tanto que durante a votação do PL 3503/16 ele ligou no celular do seu “eterno” presidente e orientou o passo a passo na ALMG para aprovação das emendas 113 e 188, curiosamente “vetadas” pelo Governo do qual participa, após hercúleo esforço de um de seus assessores mais próximos para emplacar tais emendas. Em qualquer outro governo teríamos aqui um gravíssimo caso de “quebra de confiança”, mas no reino da black box da SEF coisas estranhas ocorrem, sem que a maioria dos desavisados entendam.

Recentemente, logo após veto do Governador às emendas 113 e 188, a SRE assumiu publicamente o papel de verdadeira “entidade sindical”, ao se rebelar contra o veto do Governo, e exigir o envio de outro PL, que altere a lei 22.257/16, recém-publicada.

Que isenção teria este SRE, diante dessas ações que revelam ligações umbilicais com um Sindicato corporativista e sicário, sempre disposto a tudo para defender seus privilégios dentro da SEF. Teria o interesse público alguma chance?

Há muito a TEMER e respostas a procurar, enquanto estivermos comemorando o empate com a seleção das Bahamas!

A DIRETORIA

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