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Manga com leite

“Primeiro eles te ignoram, depois riem de você,

depois brigam, e então você vence.”

Mahatma Gandhi

Na época do Brasil colonial o leite era um alimento difícil de se obter e, consequentemente muito caro, de acesso exclusivo dos senhores de engenho. Em contrapartida, a manga sempre foi uma fruta muito abundante em terras tupiniquins, desde que os portugueses a trouxeram do leste asiático. Como a ordenha dos animais era feita por escravos, os patrões espalharam a notícia que se ingerissem manga e leite era morte certa. O paradigma criado deu tão certo que até mesmo os descendentes dos donos dos escravos não misturavam os dois alimentos nunca.

O que estamos vivendo atualmente em nossa Secretaria de Fazenda é mais ou menos isso: falaram tanto que o Auditor era superior aos Gestores que eles mesmos passaram a acreditar na mentira, só que se esqueceram de combinar com a LEI e com a brava categoria dos Gestores.

O último artigo do outro sindicato seria cômico se não fosse trágico. Cômico porque vem de uma diretoria desesperada pela iminente derrota que se aproxima nas eleições deste ano, pelo acúmulo de erros, incertezas, mentiras e falsidades difundidas, principalmente pela inoperância. Tentar ditar os rumos do SINFFAZFISCO é uma piada (de mal gosto) pronta. E, trágico por constatarmos o nível intelectual de dirigentes sindicais que se julgam acima dos demais fiscais da SEF e querem definir o que seria melhor para o Estado.

O parecer vinculante nº 15.423/15 da AGE foi a cicuta na água daquele sindicato. Agora, não sabemos se por má-fé ou ignorância tentam argumentar que o que está escrito não é o que está escrito. Seria a mesma coisa de pegarmos uma receita de bolo de laranja, que explica nos mínimos detalhes o modo de fazer, irmos acrescentando os ingredientes da mesma, prepararmos e lavarmos ao forno e aguardarmos o resultado. Qualquer ser com um QI um pouco acima de um orangotango sabe que o forno nos dará um delicioso bolo de laranja, mas o Sindifisco quer que acreditemos que sairá de lá um tijolo pó-de-mico.

Não podemos recriminá-los pela soberba e nem por subjugar a inteligência da categoria, a soberba foi estigmatizada na direção atual e a métrica usada para julgar nossa inteligência é a única que eles conhecem: sua própria régua.

Ao se preocupar com as galinhas alheias, alguns sindicatos estão perdendo as suas próprias para o lobo. Parafraseando Mino Carta, os Gestores saíram da Senzala, não voltarão e comerão manga com leite todos os dias de suas vidas.

A DIRETORIA

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