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Gestores da SRF/I promovem reunião para discutir os rumos da categoria.

Nessa última sexta feira cerca de setenta gestores se reuniram na sede da SRF I, em Belo Horizonte, para decidir novas ações de mobilização da categoria em resposta ao irrisório reajuste salarial concedido aos gestores ativos (18%). Estavam ainda presentes a Presidente do Sinffaz, Diva Jannotti, membros da diretoria do Sinffaz e o Presidente da Asseminas, Raimundo Lustosa Filho.
Entre os muitos pontos levantados pelos colegas gestores, estão a disparidade de valores entre o reajuste concedido aos gestores e aos fiscais, o que sinaliza a categoria a necessidade de ações mais enfáticas de reivindicação.
Dentre as várias colocações feitas, um ponto comum levantado foi a necessidade de se buscar o apoio do Sindipúblicos (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de MG) para as novas ações dos gestores. Outro ponto levantado diz respeito a visibilidade dessas ações. Segundo os colegas presentes, é imprescindível que tais ações sejam feitas de forma estratégica e que busque projeção na mídia local. Dessa forma, a categoria dos gestores pretende fazer com que suas causas sejam reconhecidas pela sociedade civil e SEF.
Ainda sobre as ações estratégicas que poderão ser adotadas, muito se discutiu sobre o tipo de ação que melhor se adequaria ao atual momento político. Entre as propostas, cogitou-se a paralisação das atividades por um dia da semana, pré-estabelecido, a operação tartaruga em setores específicos ligados ao atendimento, o uso de camisetas padronizadas dentro do ambiente de trabalho, entre outras. Entretanto, o que foi ponderado por outros colegas gestores é que qualquer que seja a decisão da categoria em relação às ações adotadas – que serão ainda votadas na Assembléia do dia 30 – é imprescindível que essas ações sejam formuladas de forma a considerar a situação dos gestores ainda em estado probatório. Também, que a adesão ao movimento, inclusive das AF’s do interior seja a maior possível, e, por fim, que os gestores que aderirem ao movimento sejam capazes de arcar com as conseqüências referentes ao corte de ponto e a pressão exercida pelos chefes das AF’s, que também serão pressionados.
Um outro ponto acordado entre os presentes, é a busca de apoio do poder Legislativo através da Deputada Estadual, Gláucia Brandão,  conhecedora das lutas dos gestores. O Sinffaz pretende, através da intermediação da Deputada, ter acesso a alta cúpula do Governo do Estado.
Uma vez passada a palavra para a Presidente do Sinffaz, Diva leu para os presentes o e-mail enviado pelos gestores da AF de Varginha que muito vai de encontro com o que havia sido discutido pelos demais colegas.
Entre os principais tópicos levantados pelo Sindicato, através da Presidente, está o fato de que o Sinffaz não conseguiu se fazer ouvir pelo Subsecretário da Receita, Pedro Meneguetti, uma vez que esse se ausentou da reunião em função de um compromisso. Que todos os questionamentos foram feitos ao Assessor do Gabinete, Jorge Schmidt, o que evidentemente compromete o poder de negociação da proposta no primeiro momento.
Em relação a adoção de ações mais drásticas de mobilização da categoria e sensibilização da SEF em relação as causas do gestores, o Sindicato é solidário as reivindicações da categoria. Entretanto, o que a Presidente do Sindicato ponderou é que “não existe mobilização sem risco. Que para assumir determinadas ações precisamos assumir esses riscos”. Mas que é preciso cautela nas decisões tomadas, sejam elas quais forem. Diva complementou dizendo que é preciso que o movimento não seja restrito aos gestores presentes e que essas ações objetivem buscar a adesão da categoria como um todo.
Em relação ao apoio do Sindipúblicos as ações dos gestores, Diva esclareceu que essa questão será colocada em pauta. Em relação ao apoio da Deputada Gláucia Brandão, um primeiro contato já foi feito pelo Sinffaz com  Chefe de Gabinete da Deputada, e estamos aguardando um retorno sobre a possibilidade de um futuro contato com o Vice-Governador Antônio Anastasia.
O Presidente da Asseminas, Raimundo Lustosa Filho, também fez suas considerações, em destaque, defendeu a necessidade de se fazer com que a lei se cumpra uma vez que já aprovada. Que esse deve ser o foco principal das ações dos gestores.
Por fim, foi proposta a criação de duas comissões, sendo que uma  tratará de elaborar as ações de mobilização da categoria, que serão votadas em Assembléia e a segunda comissão a definição do layout das camisetas e cartazes que serão utilizados nas ações, o que também será aprovado na Assembléia.
 
 
 
 
 

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