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A pandemia, o trabalhador/servidor público e a salvação da economia

Vivemos uma crise sem precedentes na história do Brasil e de Minas. O servidor público mais uma vez mostra o seu comprometimento, valor e importância na prestação de relevantes serviços à população.

O front da batalha é composto por categorias há anos massacradas e estigmatizadas. Mas o servidor público, diante do monstro invisível do Covid-19, e ainda que submetido a toda sorte de riscos, não mede esforços para prestar serviços de excelência, a fim de evitar/minimizar o sofrimento do povo, neste momento tão delicado pelo qual o país passa. A pandemia do Coronavírus, por incrível que pareça, uniu correntes frontalmente antagônicas de economistas neoliberais, quando a única saída apontada é aplicar a teoria keynesiana, que defende o emprego, o salário, a moeda, em sintonia com outras medidas macroeconômicas de forte investimento e intervenção do estado, na busca do equilíbrio entre demanda e oferta, para que a roda da economia continue a girar e a produzir condições mínimas para combater a recessão e evitar a depressão econômica.

Portanto, é suicídio político, econômico e social o corte linear de 49% dos gastos públicos – dentro dos quais se incluem o não pagamento dos salários dos servidores mineiros – , cujos impactos negativos no PIB serão inevitáveis, conforme estudo da UFMG, que traz em seu bojo os perigos econômicos e sociais, caso tal medida seja concretizada, ou seja, é consenso no cenário internacional, nacional e regional atual que o momento exige forte aumento dos gastos públicos, a fim de evitar um mal maior, de consequências econômicas e sociais avassaladoras, quiçá, aterrorizantes.

Afinal, quando a economia está doente em face dos sintomas aqui diagnosticados, impõem-se medidas urgentes para aumentar a liquidez e a circulação de recursos, condições para que o mercado não entre em colapso. Portanto, faz-se mister forte investimento público para evitar a depressão econômica, ou seja, é preciso injetar recursos na economia para manutenção dos empregos, visto que a massa salarial, inclusive e principalmente do servidor público,  é o principal componente que sustenta a demanda e os níveis da produção industrial, refletidos, p.ex., no consumo da farmácia, do supermercado, do posto de gasolina, da barraquinha de lanche, da banca de frutas e verduras…, com resultados positivos nos níveis de empregos e geração de impostos, em um círculo vicioso que faz a economia girar para se manter a taxa de investimento e crescimento, na busca da qualidade de vida e bem-estar social.

Os governos sérios mundo afora têm adotado medidas para manter os empregos e salários, mesmo diante de uma rígida quarentena, com foco no controle da curva de crescimento da pandemia do Covid-19, proporcionando fôlego e sobrevida para a economia sair do balão de oxigênio, de forma saudável e apta para voltar à normalidade.

No entanto, o governador Romeu Zema, e seus secretários, na contramão de tudo e de todos, tem divulgado medidas de austeridades para redução dos gastos públicos, inclusive dos salários, que agravarão ainda mais o caos econômico e social que se avizinha, conforme se pode ler no Portal G1 da TV Globo, dessa quarta-feira, 01/04/2020. (Veja aqui)

Esclarece-se que as forças produtivas das relações econômicas não sobrevivem sem o trabalhador ou o servidor, e este não sobrevive sem os salários; as empresas não sobrevivem sem o trabalhador ou servidor, e seus respectivos salários; as pessoas não sobrevivem sem o Estado, o qual não existe sem o servidor ou o trabalhador. Esta é a relação lógica da economia de mercado, tão escancarada neste momento de paralisia econômica exigida pela quarentena, em que o braço forte do Estado precisa agir para manutenção do emprego e do salário, a fim de que as forças produtivas do mercado possam encontrar um terreno fértil para seguir o seu fluxo normal/natural.

Só nos resta acreditar que o caos provocado pela pandemia do Coronavírus prejudicou a capacidade de discernimento do governador ao não priorizar a manutenção dos empregos, do pagamento dos salários e do aumento emergencial dos gastos públicos ou investimentos em setores estratégicos da economia, para que saiamos fortalecidos desta crise de proporções pandêmicas e, portanto, incalculáveis.

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