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Golpe nos direitos dos trabalhadores!

O Governo sem legitimidade de Michel Temer conseguiu aprovar na Câmara dos Deputados sua reforma trabalhista, que privilegia o negociado sobre o legislado; isso significa que direitos antes consagrados na CLT poderão ser sacrificados se houver acordo entre patrões e empregados; o texto-base foi aprovado na noite desta quarta-feira (26) por 296 votos a 177. A base do governo sem votos ainda tentou uma manobra para que a votação não fosse nominal, e a população não pudesse saber quem apoiou o fim de direitos trabalhistas, mas a oposição conseguiu evitar. Deputados contra a reforma levaram cartazes com a imagem da CLT rasgada, além de caixões e cruzes, para denunciar a morte das leis trabalhistas.

OLHA O QUE A CÂMARA APROVOU ONTEM. REGREDIMOS MAIS DE CEM ANOS. E REVOLTANTE A FRIEZA E CRUELDADE DOS PATRÕES E DE SEUS PAUS MANDADOS, OS DEPUTADOS. HORA DE REAGIR.

VEJA OS 13 PONTOS DA REFORMA QUE MEXERÃO NA SUA VIDA PRA SEMPRE E PRA PIOR.

  1. Demissões coletivas . Agora os empregadores podem demitir todo mundo da sua empresa e contratar outras pessoas por menores salários e menores benefícios sem nenhuma multa.
  2. Trabalho temporário, pra sempre . O patrão vai poder te contratar por hora, durante toda a sua vida. Sem garantias. Por exemplo: bares, restaurantes e indústrias poderão te chamar para trabalhar temporariamente quando quiserem e você não terá seu emprego e salário fixos garantidos.
  3. Hora-extra. A CLT prevê jornada de trabalho de no máximo 8 horas por dia. Agora, ao invés de pagar horas extras para o trabalhador que ficar mais tempo trabalhando, o empregador vai contratar uma jornada de trabalho maior. Diminui o salário do empregado no final do mês.
  4. Meia-hora de almoço. Antes era obrigatório almoço de uma hora, mas para este governo apenas meia-hora é suficiente.
  5. Suas roupas também entraram na reforma. A partir de hoje o patrão vai poder dizer até como você tem que se vestir. Mesmo aqueles uniformes que te exponham ao ridículo estão liberados. E não importa que faça frio ou calor, a roupa é a que os patrões escolherem.
  6. Fim do transporte de empregados . As empresas não precisarão mais pagar pelas suas horas de deslocamento. Quem mora mais longe é o mais prejudicado. Vai perder tempo e dinheiro.
  7. Mexeram nas suas férias . Agora os patrões podem parcelar livremente suas férias em até 3 vezes, como for melhor pra eles.
  8. Se você é terceirizado, preste atenção: a empresa que contratou a terceirização (às vezes é o governo ou outra empresa bem maior) não vai mais ter responsabilidade nenhuma sobre sua indenização se você for demitido. Se você não receber os seus direitos, já era.
  9. E se você tem carteira assinada e está há muitos anos na empresa? Saiba que agora a empresa vai poder te demitir e demitir todos os teus colegas para contratar terceirizados, mais baratos pros patrões, sem direitos, sem carteira assinada.
  10. A crueldade chega até às grávidas: quem decide aonde as grávidas (e as lactantes) trabalham é o médico da empresa. Ou seja, mesmo que ela esteja em um local insalubre para ela e o bebê, quem decide agora o lugar de trabalho é teu patrão.

    E a quem você vai poder reclamar?

  1. Não tem mais Comissão de Conciliação Prévia. O que o patrão negociar com você vai valer mais do que a Lei. Vale o que o patrão mandou e a regra que você assinou quando conseguiu o emprego.
  2. Rescisão. Não vai ser mais obrigatório o sindicato assinar a tua rescisão. Eles podem agora fazer a rescisão do jeito que eles quiserem. Você ficou na mão dos patrões.
  3. Golpe na Justiça do Trabalho . A justiça do trabalho não é mais gratuita. Você vai ter que pagar honorário até do perito. E se não tiver dinheiro, fica sem poder reclamar.

Além disso, acaba com a contribuição sindical de forma abrupta, sem discutir com os Sindicatos outra fonte de receita que não inviabilizem a representação dos trabalhadores. Sem direitos e com Sindicato fraco, quem poderá defender o trabalhador? Enquanto isso, permanece incólume a contribuição empresarial do Sistema “S” (Senai, Sesc, Sebrae, Senat,etc), que sustenta a FIESP, FIEMG e outras Federações de “patrões” e que utilizam esses recursos para atacar os direitos dos trabalhadores.

Vamos reagir!

GREVE GERAL DIA 28 DE ABRIL!!

Veja aqui como votou a Bancada de Minas Gerais

Abaixo a lista dos 29 deputados federais mineiros que rasgaram a CLT e traíram os trabalhadores. Estes serão lembrados todos os dias! Jamais serão esquecidos! A votação de ontem será levada a cada mineiro, e este será lembrado diuturnamente sobre o que significa na sua vida essa votação e de quem é a culpa.

LISTA DE DEPUTADOS TRAIDORES DOS TRABALHADORES QUE VOTARAM SIM!

Carlos Melles (DEM)

Misael Varella (DEM)

Marcelo Aro (PHS)

Fábio Ramalho (PMDB)

Leonardo Quintão (PMDB)

Mauro Lopes (PMDB)

Newton Cardoso Junior (PMDB)

Rodrigo Pacheco (PMDB)

Saraiva Felipe (PMDB)

Franklin Lima (PP)

Luiz Fernando Faria (PP)

Renzo Braz (PP)

Toninho Pinheiro (PP)

Luzia Ferreira (PP)

Aelton Freitas (PR)

Brunny (PR)

Bilac Pinto (PR)

Delegado Edson Moreira (PR)

Tenente Lúcio (PSB)

Jaime Martins (PSD)

Marcos Montes (PSD)

Raquel Muniz (PSD)

Caio Narcio (PSDB)

Domingos Sávio (PSDB)

Eduardo Barbosa (PSDB)

Marcus Pestana (PSDB)

Paulo Abi Ackel (PSDB)

Rodrigo de Castro (PSDB)

Luiz Tibé (PTdoB)”

Como nem todos são traidores, temos de louvar e parabenizar os Deputados que estão do lado do povo trabalhador, e muitos deles, honradamente, e até mesmo contra a orientação de seus partidos, votaram NÃO ao desmonte da CLT. A esses Deputados nosso reconhecimento e nossa promessa de eterna gratidão!

Veja abaixo como votaram os deputados mineiros que votaram a favor dos trabalhadores e votaram NÃO:

Adelmo Carneiro Leão (PT) Não

Ademir Camilo (PTN) Não

Dâmina Pereira (PSL) Não

Dimas Fabiano (PP) Não

Eros Biondini (Pros) Não

Jô Moraes (PcdoB) Não

Julio Delgado (PSB) Não

Laudívio Carvalho (Solidariedade) Não

Leonardo Monteiro (PT) Não

Lincoln Portela (PRB) Não

Marcelo Álvaro Antônio (PR) Não

Margarida Salomão (PT) Não

Padre João (PT) Não

Patrus Ananias (PT) Não

Reginaldo Lopes (PT) Não

Renato Andrade (PP) Não

Stefano Aguiar (PSD) Não

Subtenente Gonzaga (PDT) Não

Weliton Prado (PMB) Não

Zé Silva (Solidariedade) Não

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