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Coordenação Intersindical discute modelo de gestão

A Presidente do Sinffaz, Diva Jannotti, participou, dia 16, da reunião da Coordenação Intersindical com o Vice-Governador Antônio Anastasia, com o Presidente do  Ipsemg, Antônio Caram, e com o Diretor de Saúde do Órgão, Roberto Fonseca. O principal objetivo foi discutir a necessidade de mudança do modelo de gestão do Instituto, com maior controle social e melhor atendimento no interior. 
 
O Diretor da Coordenação Intersindical, Geraldo Henrique, abriu a reunião falando da importância do Ipsemg para os servidores e cobrou do Vice-Governador respostas a antigos questionamentos feitos em outras reuniões. Ele ainda expôs, rapidamente, os vários problemas existentes no atendimento à saúde do servidor, principalmente no interior.
 
A pedido do Vice-Governador, o diretor de Saúde, Dr. Roberto Fonseca, fez uma explanação sobre as dificuldades do Ipsemg. Falou da expectativa de vida do brasileiro afirmando que 90% dos idosos gastam 40% do plano. “Temos um plano híbrido, ou seja, mantemos o nosso próprio plano e compramos serviços de terceiros fazendo com que o custo fixo seja muito elevado”, explicou. Ele admitiu, no entanto, que existem problemas de gestão por falta de ferramentas adequadas. 
 
Em seguida falaram um representante de Governador Valadares e outro de Montes Claros. Eles expuseram as dificuldades dos servidores do interior em ser atendidos pelo Instituto. Segundo eles, a luta é para conseguir novos credenciamentos, mas o Ipsemg sempre alega que não há verbas e não paga os prestadores de serviços. Explicaram ainda que nas cidades menores não existem médicos credenciados e nem clínicas para exames e afirmaram que há um claro processo de sucateamento.
 
Depois deles, Mirian, da Assema, falou da falta de qualidade dos serviços odontológicos, lembrando que ela já fez esta denúncia em outras reuniões com o Governo e nada foi feito até o momento.
Denílson, do Sindpol, comparou o atendimento dos policiais civis, pelo Ipsemg, com a atendimento dos policiais militares pelo Instituto de Previdência dos Servidores Militares – IPSM. As duas categorias ganham o mesmo salário, têm as mesmas responsabilidades e riscos, e a saúde do Civil é péssima. “Policial não reivindica só salário, reivindica também saúde”, enfatizou Denílson.
Paulo, do Sind-Saúde, discordou do Diretor Roberto Fonseca, que havia afirmado  que o modelo do Ipsemg é de auto-gestão. Para o representante dos servidores da saúde, isto não é verdade, pois os servidores públicos não têm controle sobre o Instituto. “Falta transparência nos processos, e controle nos procedimentos”, ressaltou.
 
Sebastião, da UNSP, falou das crises do Instituto ao longo desses anos, e que passa, fundamentalmente pela crise da gestão. Disse que os sindicatos querem discutir um projeto para o Ipsemg, já que o Conselho de Beneficiários pode avançar e participar, efetivamente, da gestão do Instituto. Dessa forma, poderá-se controlar melhor o dinheiro e tentar segurar gastos. A intenção é ampliar o controle social. “Não é que queremos indicar o presidente, mas sim poder participar”, finalizou Sebastião.
 
Anastasia concordou com todas as falas e afirmou que “a saúde é um serviço público de demanda infinita”. Para ele o problema de pouco recurso é fato e que todos teremos que aprender a conviver com ele, já que aumentar a contribuição não dá. “Para minimizar a questão dos credenciamentos, o Governador publicou um decreto, no dia 28 de dezembro de 2007, que diminui a burocracia, facilitando novos credenciamentos”, conta.
 
Outra medida importante, segundo o Vice-Governador, foi a autorização da liberação de 100 milhões de reais, exclusivos para o interior, o que trará uma melhora significativa no atendimento. O Presidente do Instituto, Antônio Caram, afirmou que este aumento é de 100% pois hoje gastam-se 102 milhões de reais.   
Os representantes sindicais cobraram também maior transparência em relação à consultoria contratada para estudar os processos do Ipsemg. Em resposta, o Vice-Governador determinou ao Presidente do Instituto que a empresa que realizar essa consultoria deverá se reunir, em todos os processos, com a Coordenação Intersindical. Disse ainda que acha interessante a idéia de gestão ampliada e pediu ao Dr. Caram que aumente as responsabilidades do Conselho de Beneficiários, que o fortaleça e que delibere a ele mais ações.
Confira as fotos no link: http://www.sinffaz.org.br/sub_index_2.php?page=eventos&pagina=eventos&id_evento=28
 

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